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Morte de “Sicário” ligado a esquema bilionário investigado pela PF é confirmada após protocolo de morte encefálica

07/03/2026 06h26
Por: Redação Fonte: CH JORNAL
/ fotos: Internet
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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como um dos principais operadores do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu na noite desta sexta-feira (6). A informação foi confirmada por meio de nota divulgada pela defesa do investigado.

Segundo os advogados, o óbito foi declarado às 18h55, após o encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado na manhã do mesmo dia, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais.

Mourão estava sob custódia da Polícia Federal após ter sido preso durante a Operação Compliance Zero, deflagrada nesta semana para investigar um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

De acordo com a Polícia Federal, Mourão teria atentado contra a própria vida enquanto se encontrava detido na Superintendência Regional da instituição em Minas Gerais. Diante do ocorrido, a PF instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso e verificar todos os detalhes do que aconteceu durante o período de custódia.

O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou que todas as ações ocorridas dentro da unidade policial foram registradas por câmeras de segurança. Segundo ele, não existem pontos cegos no sistema de monitoramento, o que deve auxiliar nas investigações.

A operação que resultou na prisão de Mourão também levou à detenção de Vorcaro, apontado pelos investigadores como líder da organização criminosa estruturada em diferentes núcleos. As apurações indicam que Mourão desempenhava papel central no esquema, sendo responsável por executar ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

Relatórios da investigação também destacam uma dinâmica considerada violenta nas comunicações entre Vorcaro e Mourão. Segundo os investigadores, o suspeito atuaria como “longa manus” — expressão jurídica utilizada para designar alguém que age em nome de outra pessoa — nas práticas violentas atribuídas ao grupo.

Ainda conforme o relatório da Polícia Federal, há fortes indícios de que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês como pagamento pelos serviços ilícitos prestados à organização criminosa.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer completamente o caso e aprofundar as apurações sobre o esquema financeiro investigado na operação.

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