Você ganhou uma camisa da seleção, recebeu um link para assistir aos jogos gratuitamente ou foi selecionado para comprar ingressos com prioridade.
Se alguma dessas mensagens chegou até você, desconfie.
Na terceira edição da #VerifactNews, mostramos como criminosos estão usando a Copa do Mundo para aplicar golpes, espalhar desinformação e roubar dados pessoais.
Golpes da Copa se espalham pelo WhatsApp
Links prometendo ingressos, camisas oficiais, álbuns de figurinhas e promoções exclusivas costumam circular em grupos e conversas do WhatsApp durante grandes eventos esportivos.
Em muitos casos, o objetivo é coletar dados pessoais, instalar aplicativos maliciosos ou direcionar vítimas para páginas falsas.
Dados do NordVPN, provedor de serviços de rede privada, mostram que 34% dos brasileiros relataram contato com golpes virtuais ligados ao tema no WhatsApp, o que representa quase o dobro do registrado na Copa do Mundo de 2022.

Transmissões piratas e ingressos falsos buscam roubar dados
Sites e aplicativos que prometem acesso gratuito aos jogos costumam solicitar cadastros, pagamentos indevidos ou permissões excessivas no celular.
Além de expor informações pessoais, essas plataformas podem ser usadas para disseminar golpes e softwares maliciosos.
Em tempos de Copa do Mundo, anúncios de transmissões fora de canais oficiais e a divulgação de ingressos falsificados costumam ser a isca para usuários desavisados, seja por e-mail, redes sociais ou no próprio WhatsApp. Na dúvida, desconfie.
Deepfakes também são o foco de criminosos
Vídeos manipulados com inteligência artificial já são usados para simular falas de atletas, promover falsas campanhas publicitárias e impulsionar golpes online.
Durante a Copa, conteúdos falsos envolvendo jogadores e seleções são cada vez mais frequentes.
Com a disseminação e aperfeiçoamento desse tipo de crime digital, a tendência é que o golpe atinja boa parte da população, por meio de links maliciosos, informações falsas e divulgação de produtos proibidos.
Prints podem não ser suficientes para comprovar um golpe
Ao identificar uma fraude, muitas pessoas recorrem apenas às capturas de tela. No entanto, provas digitais precisam demonstrar elementos técnicos suficientes para terem força jurídica.
Seja um golpe voltado à Copa do Mundo ou sobre qualquer outra temática, quanto antes a evidência for preservada, maiores são as chances de utilizá-la de forma eficaz.
Se uma promoção parece boa demais para ser verdade, pare e verifique antes de clicar. Torcer também envolve responsabilidade digital.
Compartilhe esta edição com quem não perde um jogo da Copa. Nos vemos na próxima #VerifactNews.
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