Em um movimento considerado decisivo para o cenário político fluminense em 2026, lideranças do Partido Liberal (PL) anunciaram a definição dos nomes que irão disputar o Governo do Estado e as vagas ao Senado Federal. A articulação contou com a presença do pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro.
Pelo acordo firmado dentro do grupo político, o atual governador deixará o cargo em abril para concorrer a uma vaga no Senado Federal. A segunda candidatura ao Senado pelo grupo será do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella.
Para a sucessão no Palácio Guanabara, o nome escolhido foi o do deputado estadual Douglas Ruas. Com passagem pela Secretaria das Cidades e atuação próxima aos municípios do interior, Ruas foi apresentado como o representante da continuidade administrativa do atual governo.
Segundo as lideranças do PL, a escolha foi construída em consenso com os partidos da base aliada. A avaliação interna é de que o parlamentar reúne experiência legislativa e trânsito político suficiente para manter os projetos em andamento.
A chapa majoritária será completada pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, que disputará o cargo de vice-governador. Com trajetória como vereador, deputado estadual, deputado federal e gestor municipal, Lisboa foi apresentado como o nome da experiência na composição.
A estratégia do grupo busca unir renovação e bagagem política, formando uma aliança que pretende consolidar a base eleitoral já estruturada no estado.
Durante o anúncio, o grupo destacou que a prioridade do projeto político está no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento da representação fluminense no Senado Federal. A proposta defendida é de endurecimento das leis penais e ampliação das políticas de segurança pública.
A movimentação antecipa o cenário eleitoral no Rio de Janeiro e coloca o PL como protagonista na disputa estadual de 2026. Com a saída do atual governador prevista para abril, o tabuleiro político começa a se reorganizar, sinalizando uma campanha marcada por forte polarização ideológica e pela centralidade do tema da segurança pública.

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