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NR-1 entra em vigor e o problema não é somente do RH

Dados do Check-up de Bem-Estar 2025 da Vidalink revelam que 63% dos profissionais vivem ansiedade, angústia ou desmotivação na maior parte dos dias e que 39% da Geração Z não faz nada pela própria saúde mental

21/05/2026 21h29 Atualizada há 3 semanas atrás
Por: Ch Romildo da Fonseca Fonte: CoWork Comunicação
CRÉDITOS: Departamento de Criação
CRÉDITOS: Departamento de Criação

São Paulo, maio de 2026 - A partir de 26 de maio, todas as empresas brasileiras com trabalhadores CLT passam a ser fiscalizadas pelo cumprimento da nova NR-1. A norma não é sobre oferecer benefícios de bem-estar e sim sobre responsabilizar as organizações pela forma como organizam e conduzem o trabalho. Riscos como sobrecarga, metas abusivas, assédio e esgotamento mental passam a ser tratados como questões legais, sujeitas a autuações, multas e passivo trabalhista. 

Os números da 3ª edição do Check-up de Bem-estar 2025 da Vidalink, levantamento anual com 11.600 colaboradores de 250 empresas de grande porte, ajudam a dimensionar o problema que a norma vem endereçar. Segundo a pesquisa, 63% dos profissionais relatam ansiedade, angústia ou desmotivação frequente. Entre a Geração Z, a que está ingressando agora no mercado, os indicadores são os mais críticos: 72% das mulheres e 51% dos homens dessa faixa etária relatam sentimentos negativos na maior parte dos dias. Trinta por cento declaram insatisfação com o próprio bem-estar, o maior índice entre todas as gerações. E 39% dos homens e 34% das mulheres dessa geração afirmam não fazer exercícios físicos, a prática mais preventiva para cuidar da saúde mental. Por outro lado, as mulheres fazem mais terapia (16%) do que os homens (8%). 

"A Geração Z apresenta os piores indicadores tanto de saúde física quanto mental, algo que merece atenção para adaptar os programas de bem-estar às necessidades atuais desse grupo, bem como considerar as particularidades da intergeração no ambiente de trabalho", afirma Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink.

O dado sobre autocuidado mostra que ao mesmo tempo em que a Geração Z é a que mais fala abertamente sobre saúde mental, é também a que menos age sobre ela. "Quando um levantamento mostra crescimento consistente no consumo de medicamentos para ansiedade e depressão, ou quando uma geração inteira diz que não faz nada pela própria saúde mental, isso é um sinal claro de que o ambiente de trabalho precisa ser analisado com mais profundidade", afirma.

O que a NR-1 realmente exige

A NR-1 atualizada não se limita a solicitar programas de apoio psicológico ou ações pontuais de bem-estar. Ela exige que os riscos psicossociais sejam incorporados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com o mesmo rigor metodológico aplicado a riscos físicos, químicos e biológicos. Isso significa: mapeamento estruturado dos fatores de risco, avaliação sistemática de sua frequência e impacto, plano de ação com medidas preventivas documentadas, acompanhamento contínuo e revisões periódicas com evidências. Organizações que não se adequarem podem enfrentar não apenas penalidades, mas também o avanço dos afastamentos por saúde mental, cenário que já afeta mais de meio milhão de trabalhadores no país, segundo dados do Ministério da Previdência Social.

"A NR-1 exige gestão de risco, não ações pontuais. Isso significa que as empresas precisam diagnosticar, acompanhar e atuar continuamente sobre os fatores que podem levar ao adoecimento", afirma Gonzalez. "Não existe mais espaço para ações isoladas: a NR-1 exige gestão contínua de risco. Sem isso, as empresas enfrentam não apenas passivos trabalhistas, mas perdas operacionais relevantes".

O que muda estruturalmente é o locus de responsabilidade. Grande parte dos fatores psicossociais está diretamente ligada à forma como o trabalho é conduzido pelas lideranças. Comportamentos antes tolerados como estilo de gestão, como por exemplo pressão excessiva por resultados, microgestão, comunicação agressiva, passam a ter base normativa para gerar autuações. A ausência de gestão documentada facilitará, no Judiciário, a comprovação de culpa da empresa em casos de burnout, depressão e ansiedade ocupacional. Outro obstáculo comum é a falta de integração entre Recursos Humanos, Saúde e Segurança do Trabalho e Jurídico: a gestão de riscos psicossociais exige abordagem multidisciplinar, o que ainda não é realidade na maioria das organizações.

Cinco análises que as empresas devem fazer com a chegada da NR-1

Mais do que uma exigência legal, a NR-1 desafia as empresas a evoluírem da intenção para a prática. Na avaliação da Vidalink, a adequação passa por cinco frentes fundamentais.

  1. Realizar diagnósticos honestos do ambiente de trabalho real, não o que está nos documentos, mas o que acontece no dia a dia. Envolve pesquisas de clima anônimas, avaliar dados de atestados médicos e conversar com os setores. O foco é identificar onde estão as sobrecargas extremas, falhas de liderança, assédios ou falta de autonomia.

 

  1. Elaborar planos de ação claros e viáveis, o que pode incluir a revisão de metas, capacitação da gerência sobre comunicação não violenta e a adoção de pausas obrigatórias com responsáveis e prazos definidos. 

 

  1. Implementar medidas estruturais e saber executá-las. Não adianta colocar uma cesta de frutas e uma mesa de pingue-pongue se a carga de trabalho continuar desumana. As medidas devem focar na organização do trabalho real: ajuste de rotinas, limites de e-mails fora do expediente, e em ferramentas de apoio emocional real, como terapia e suporte medicamentoso.

 

  1. Monitorar continuamente e revisar dados (Ciclo PDCA). O PGR precisa ser atualizado ao menos anualmente, ou sempre que o cenário mudar.  Acompanhar o absenteísmo, o turnover e a adesão aos benefícios para saber se o plano de ação está reduzindo o adoecimento.

5. Registrar todas as metodologias escolhidas, atas das reuniões e resultados das ações. Essa documentação protege a empresa juridicamente em caso de fiscalização e cria um histórico riquíssimo sobre a maturidade da cultura organizacional.

"A NR-1 reforça que saúde mental não pode ser tratada como uma ação isolada ou reativa. Falar de riscos psicossociais é falar de um processo contínuo de escuta, cuidado e acompanhamento, que fortalece ambientes de trabalho mais saudáveis", afirma Gonzalez. "O futuro do trabalho será construído por organizações que cuidam das pessoas. O bem-estar não é mais um diferencial, é um pilar estratégico de sustentabilidade e reputação".

Guia completo e gratuito da Vidalink

O guia completo e gratuito “Saúde Mental agora é lei: prepare sua empresa para a atualização da NR-1” com tudo o que é necessário para a adequação à NR-1 em 2026 está disponível em:  https://conteudo.vidalink.com.br/guia-de-saude-mental-em-2026

Sobre o Check-up de Bem-Estar 2025

O Check-up de Bem-Estar é a maior pesquisa de bem-estar corporativo do Brasil, conduzida anualmente pela Vidalink. A 3ª edição analisou respostas de 11.600 colaboradores de 250 empresas de grande porte, com mais de 300 funcionários, de diversos setores. Os dados foram coletados entre janeiro e junho de 2025 pelo aplicativo da Vidalink. Perfil: 52% millennials, 24% Geração X, 17% Geração Z, 5% baby boomers e 2% indefinido; 51% homens e 49% mulheres.

Sobre a Vidalink

A Vidalink é a maior empresa de planos de bem-estar corporativo do Brasil e pioneira ao oferecer um plano de medicamentos para colaboradores, com cobertura nacional e 100% digital. Por meio de um aplicativo único, integra saúde física e mental, promovendo bem-estar 360º. Com mais de 25 anos de mercado, atende mais de 850 empresas e 4 milhões de usuários. Grandes marcas como Apple, iFood, Johnson & Johnson, Pirelli, Ipiranga, Tim, Vivo e Warner Bros já utilizam os benefícios da Vidalink. Mais informações em vidalink.com.br .

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