Rio de Janeiro – O destino do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), será decidido em poucas horas. Na manhã desta segunda-feira (8/12), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou o parecer favorável à revogação da prisão preventiva do parlamentar, detido desde a última quarta-feira (3/12) pela Polícia Federal (PF).
A decisão da CCJ foi um passo crucial, e a matéria será levada ao plenário da Alerj às 15h desta segunda. A votação será aberta e definirá se Bacellar voltará a exercer o mandato e a presidência da Casa.
Bacellar foi preso preventivamente no âmbito da Operação Zargun, que investiga um suposto vazamento de informações sigilosas da ação policial. A PF apura se o parlamentar teria alertado o ex-deputado TH Joias sobre a operação, possibilitando a destruição de provas.
A prisão foi decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Durante a ação, foram apreendidos cerca de R$ 90,8 mil no carro do deputado, além de aparelhos celulares que serão periciados.
Por força de uma decisão do STF de 2019, cabe ao próprio Legislativo estadual referendar ou não as prisões preventivas de deputados em exercício. Portanto, a manutenção ou revogação da prisão depende da deliberação interna da Alerj.
Para que a prisão de Rodrigo Bacellar seja relaxada, é necessária a maioria simples no plenário, composta por pelo menos 36 votos favoráveis entre os 69 deputados estaduais.
Liberdade e Mandato: Caso a maioria aprove a revogação, Bacellar poderá ser solto e retornar imediatamente à presidência da Alerj, apesar de ainda ser alvo de investigação criminal.
Precedente Institucional: A decisão da Alerj reforçará o entendimento de que a palavra final sobre prisões cautelares de seus membros cabe ao Poder Legislativo, mesmo quando decretadas pela Justiça.
Repercussão Política: Uma eventual soltura reacende o debate sobre a imunidade parlamentar, a influência de deputados suspeitos em investigações e a percepção de impunidade perante a opinião pública.
Até a decisão do plenário e a comunicação formal ao Judiciário, Rodrigo Bacellar permanece detido. A votação das 15h definirá se o chefe do Poder Legislativo fluminense retoma suas funções ou permanece preso.
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