O Rio de Janeiro vive em choque com os escândalos envolvendo alguns políticos. Um capítulo explosivo da crise política que envolve o agora afastado presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), Rodrigo Bacellar (União). Homem forte do Legislativo fluminense até poucos dias atrás, Bacellar viu sua trajetória de poder desmoronar em meio a denúncias, prisão pela Polícia Federal e o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo apuração, enquanto exercia o cargo de governador em exercício — durante as ausências de Cláudio Castro (PL) — Bacellar teria utilizado um helicóptero particular para cumprir agendas oficiais. O detalhe que mais revolta e intriga: a aeronave pertence a uma empresa registrada em nome de uma mulher beneficiária do programa Bolsa Família.
Luxo nos céus, pobreza no papel.
O estado do Rio dispõe de frota própria de helicópteros para compromissos institucionais. Ainda assim, Bacellar teria recorrido a uma aeronave privada, levantando suspeitas sobre a origem, o uso e quem realmente banca o conforto do poder.
Prisão, vazamento e queda livre.
No início deste mês, Bacellar foi preso pela Polícia Federal, suspeito de vazar informações sigilosas sobre uma operação que investigava o deputado TH Joias. A repercussão foi imediata: após decisão da própria Alerj e determinação do ministro Alexandre de Moraes, ele foi afastado da presidência da Casa e pediu licença do mandato por dez dias.
Desde então, o ex-presidente da Alerj passou do topo do poder ao banco dos investigados, sendo monitorado 24 horas por uma tornozeleira eletrônica.
Do comando ao constrangimento.
A imagem do político que comandava sessões, articulava votações e assumia o governo do estado agora contrasta com a de um investigado sob vigilância da Justiça. Nos bastidores, deputados falam em “mancha histórica” para a Alerj e cobram explicações urgentes.
Perguntas que não querem calar:
Quem autorizou o uso do helicóptero?
Quem pagou a conta?
Por que uma empresa ligada a beneficiária de programa social aparece no centro dessa história?
Enquanto Bacellar mantém silêncio, o escândalo cresce e promete novos desdobramentos. Para muitos, este pode ser apenas o começo de uma tempestade política que ainda vai sacudir os alicerces do poder no Rio de Janeiro.
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